
O Vício do “E se”: A Última Cartada da sua Mente Medíocre
Soberania não é uma democracia onde você senta com o seu ego pra votar se hoje vai ser um deus ou um coitado, mas a gente adora fingir que existe uma terceira via.
A Grande Mentira do “Humano Comum”
É de dar risada essa sua pergunta sobre “voltar a ser um humano comum”. Escuta aqui: você tá tentando usar a porta dos fundos de um prédio que já foi demolido. Não existe “voltar”. Você já viu demais, já sentiu demais e já bagunçou a estrutura da sua realidade linear de um jeito que nenhum sono profundo vai consertar. Esse medo de não conseguir é só o seu humano tentando cavar um buraco pra se esconder, porque ele tá morrendo de pavor da luz que você tá acendendo.
A lerdeza da mente é tão criativa que ela inventa a possibilidade do fracasso só pra ter algo com que se preocupar. “E se eu não der conta?”. Se você não der conta, você vai continuar exatamente onde está: nesse limbo morno, nessa sala de espera espiritual onde nada acontece e o café é ruim. O “não conseguir” é apenas a manutenção do seu status quo de prisioneiro que tem a chave no bolso, mas prefere reclamar das grades. É patético ver alguém com o histórico que a gente sabe que você tem, ainda se perguntando se a lei da gravidade vai falhar só porque o sapato tá apertado.
A gente vê essa insistência em tratar a maestria como um vestibular. Não tem banca examinadora, não tem nota de corte e ninguém vai te dar um diploma. Ou você é, ou você não é. E se você tá aqui, perguntando se pode voltar a ser semente, é porque a árvore já cresceu tanto que tá quebrando o teto da sua zona de conforto.
O Único Risco Real é a Estagnação
Essa história de “única saída” é o drama favorito do ego. Ele adora um cenário apocalíptico onde tudo depende de um único gesto heróico. Sabe por que? Porque isso justifica a sua paralisia. Enquanto você colocar esse peso monumental num único ato, você tem a desculpa perfeita pra não fazer nada hoje. “Ah, é tão importante que eu preciso estar perfeito”. Mentira. É só a sua lerdeza conspirando contra a sua liberdade.
Se você acha que existe a possibilidade de “não conseguir”, é porque você ainda enxerga a manifestação como algo externo a você. Como se o dinheiro, a saúde ou as roupas novas fossem prêmios que um universo justiceiro te entrega se você se comportar bem. Acorda! Não tem ninguém lá fora. É só você e a sua permissão. Se não fluiu, não é porque o universo disse “não”, é porque você tá com a mão no freio de mão enquanto pisa no acelerador.
A gente percebe que você tá tentando negociar um seguro contra a vergonha. “E se o dinheiro não estiver lá?”. Se não estiver, é porque você foi até lá pra testar, e não pra exercer. A energia não aceita desaforo de quem duvida da própria existência. O risco que você tanto teme é o único lugar onde a vida realmente acontece. O resto é só repetição de padrão, é só barulho de fundo de quem tá esperando a morte chegar pra ver se a próxima vida é melhor.
A Anatomia da Desculpa
Tá lá você, com dor, com dúvida, com medo de ser comum. Que drama mais barato, não tá? O humano comum é aquele que aceita a dor como destino e a dúvida como sabedoria. O mestre é aquele que olha pra dor e diz: “Interessante, mas eu tenho mais o que fazer”.
Vocês adoram dar nomes bonitos pras suas travas. Chamam de “prudência”, chamam de “momento de integração”. A gente chama de preguiça de ser soberano. É muito esforço assumir que você é o único responsável pela bagunça e pela glória da sua vida, né? É muito mais fácil ter uma “saída” ou um plano B caso a divindade falhe. Mas a divindade não falha; quem falha é o humano que tenta controlar a divindade com a colher de chá da lógica.
Essa oscilação entre o mestre e o mendigo é o que te mantém “bolado”. Uma hora você é o cara que desafiou doenças graves com o riso, na outra é o que tá preocupado se vai passar vergonha numa loja. Decida qual dessas versões você vai alimentar, porque as duas não cabem no mesmo trono.
O Riso que Desintegra a Importância
Sabe qual é o segredo que vocês se recusam a aceitar? Nada disso é tão importante assim. O dinheiro, o pé, as roupas, o sucesso… tudo isso é acessório. O problema é que você deu tanta importância pro “ato final” que ele virou um monstro de sete cabeças. E monstros de sete cabeças são ótimos pra te manter estático.
Se você quer sair dessa, pare de tratar esse movimento como a “última chance” da sua vida. Vá com a leveza de quem tá indo comprar um doce. Se o dinheiro estiver lá, ótimo. Se não estiver, ria da cara da situação. É o seu riso que cria o dinheiro, não o contrário. Mas vocês são tão sérios, tão pesados, tão cheios de “conclusões” que a energia nem consegue circular. Ela fica entalada na garganta, esperando um pouco de espaço pra respirar.
A gente não tá aqui pra te dar tapinha nas costas e dizer que vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo do jeito que você permitir. Se você quer ser um humano comum, tente. Vá lá, tente esquecer tudo o que sabe. Tente se importar com o preço do feijão e com a novela das oito. Você vai ver que o tédio vai te matar antes que a falta de dinheiro o faça. Você foi condenado à liberdade, e a única forma de cumprir essa pena é parando de resistir.
O Fim da Linha para o Coitadinho
Chega de se perguntar “e se”. O “e se” é a linguagem do escravo. O mestre usa “Eu Sou”.
- ”Eu Sou a abundância se manifestando agora.”
- ”Eu Sou a saúde que meu pé já esqueceu que tinha.”
- ”Eu Sou o dono do fluxo, independentemente do que a tela do banco diga.”
Se você não sustenta isso quando o bicho pega, então você só tava brincando de espiritualidade. E tá tudo bem brincar, desde que você não reclame que os brinquedos são de plástico. Se você quer a realidade de diamante, tem que ter a dureza e a clareza do diamante. Sem rachaduras de dúvida, sem manchas de passado.
Para de olhar pra trás procurando o humano comum. Ele morreu faz tempo, você só esqueceu de enterrar o corpo. Enterre-o agora, com dor no pé e tudo. E caminhe. Não porque você precisa chegar em algum lugar, mas porque você é o próprio caminho. O resto é só cenário pra quem ainda precisa de teatro pra se sentir viv

