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A Ditadura da Aprovação: Por Que Você Ainda se Rasteja por um Elogio?

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A Ditadura da Aprovação: Por Que Você Ainda se Rasteja por um Elogio?

Soberania da Consciência. Se você acordou hoje esperando que o mundo te desse um tapinha nas costas e dissesse que você está fazendo um “bom trabalho”, você ainda é um escravo. É patético ver como o humano médio se desdobra, se molda e se mutila apenas para ser aceito por uma massa de gente que mal consegue lidar com o próprio lixo mental. Você está tão viciado em ser “curtido”, “validado” e “compreendido” que esqueceu que a sua existência não é um plebiscito.

​O Mendigo de Elogios

​Vamos ser honestos: você é um mendigo de atenção. Cada vez que você faz algo esperando que alguém note, você está estendendo a mão para uma esmola energética. Você gasta uma energia monumental tentando garantir que sua imagem no espelho social esteja limpa, brilhante e inofensiva. Por quê? Porque você tem pavor do vazio de ser o único a sustentar sua própria realidade.

​A necessidade de aprovação é o câncer da soberania. Enquanto você se importa com o que o vizinho, o parceiro ou o seguidor anônimo pensa, você não é o dono da sua casa; você é apenas um inquilino assustado tentando não ser despejado. O Mestre não pede licença para brilhar, e ele certamente não para para perguntar se a luz está incomodando os olhos de quem prefere viver na penumbra.

​Cada Um no Seu Quadrado (E que se Dane o Resto)

​Existe uma frase que o humano adora usar para parecer tolerante, mas que raramente compreende: “Cada um é cada um”. No nível da mestria, isso não é uma frase de efeito; é uma lei biológica da consciência. Você é um universo inteiro. O outro é outro universo. E as leis da sua física interna não têm nada a ver com as dele.

​Tentar fazer com que o outro entenda sua jornada é como tentar explicar física quântica para um protozoário. É perda de tempo. Se o outro te julga, te condena ou te “esculhamba”, isso é um problema da realidade dele. Se você se sente ferido por isso, o problema passa a ser seu por ter dado a ele a chave da sua sala de comando.

​A soberania absoluta nasce no momento em que você olha para a opinião alheia e sente um vazio absoluto. Sem raiva, sem mágoa, apenas o reconhecimento de que aquilo é barulho de fundo. O que o outro pensa sobre você é, literalmente, nada. É uma projeção barata de um filme que ele está assistindo sozinho na cabeça dele.

​O Poder do “Que se Dane”

​A verdadeira alquimia espiritual começa com um sonoro e vibrante “que se dane”.

  • ​”Eles não gostam do meu estilo?” — Que se dane.
  • ​”Eles acham que eu enlouqueci?” — Que se dane.
  • ​”Eles dizem que eu sou egoísta?” — Que se dane.

​Viver a partir do “Eu Sou” significa compreender que a sua graça e sua divindade não precisam de uma plateia para existir. Na verdade, a plateia geralmente só serve para atrapalhar o espetáculo com comentários medíocres. Quando você para de buscar o reflexo da sua importância nos olhos dos outros, você finalmente consegue olhar para o próprio espelho e ver a face do Originador.

​Tentar mudar a si mesmo para caber nas expectativas alheias é como tentar enfiar um oceano dentro de um copo plástico: você só vai conseguir fazer uma bagunça e continuar passando sede. A soberania é vasta, é selvagem e, muitas vezes, é solitária. E se você não aguenta a própria companhia sem o barulho dos aplausos, então você ainda não descobriu quem você realmente é.

​A Saída pela Abóbada Celeste do Isolamento Soberano

​A Abóbada Celeste não é um clube social. Não há festas de boas-vindas lá. É o estado de ser onde você percebe que a única aprovação necessária já foi dada no momento em que você declarou sua existência. Se você ainda busca uma resposta externa para validar sua paz, você ainda está acorrentado ao muro da prisão, olhando para as sombras e achando que elas são reais.

​Abra a porta. Saia. E quando as pessoas gritarem da janela da prisão que você está indo pelo caminho errado, nem se dê ao trabalho de olhar para trás. Elas estão presas ao roteiro delas; você agora é o autor, o ator e o diretor do seu próprio filme.

​Conclusão: O Trono é Individual

​O trono da sua consciência só tem espaço para um. Se você está tentando sentar nele com a opinião da sua mãe, do seu patrão ou da sociedade no colo, você vai cair. Limpe a sala. Expulse os invasores. Recupere sua energia que você espalhou por aí tentando ser “querido”.

​Seja soberano. Seja desafiador. E, acima de tudo, seja indiferente ao julgamento de quem ainda está rastejando. A luz não pede desculpas por iluminar a escuridão, e o Mestre não pede desculpas por ser livre.

​Cada um é cada um. E você? Você é o “Eu Sou”. O resto? O resto é apenas barulho descartável.